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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Histórias que você precisa conhecer - 11

A provável origem do avivamento que sacudiu o mundo!!!


O despertamento espiritual que sacudiu o mundo religioso no período compreendido entre o final do século XIX e o início do século XX, teve sua provável origem na Europa, e um dos seguimentos do protestantismo que mais contribuiu para isso foi, certamente, o então representado pelos morávios, pois avivamento espiritual e missões são características intimamente ligadas a história desse povo. Oriundo de uma região da antiga Tchecoslováquia, os morávios, mesmo não sendo significativamente numerosos, bem cedo ficaram conhecidos em toda a Europa e em muitas outras partes do mundo por sua piedade, experiência de comunhão com Deus e espírito missionário. Embora ligados ideologicamente ao pensamento religioso luterano, os morávios exerceram forte influência tanto doutrinária quanto evangelística sobre John Wesley, fundador do metodismo. A história desse povo começou quando, em 1722, impelidos pelos ventos da perseguição na Morávia e na Boêmia, viram-se forçados a emigrarem de suas terras e se refugiaram em Herrnhut, uma fazenda pertencente a Nicolaus Ludwig von Zinzendorf, conhecido como o estadista missionário. As diferenças de opinião a respeito das práticas religiosas entre esses novos habitantes de Herrnhut, acabou resultando em muitas desavenças entre eles. Deus, porém, tinha um plano para esse povo, e esse plano no devido tempo se cumpriria.
Ruth A. Tucker descreve a maneira usada por Deus para mudar história desse povo e cumprir Seus planos através dele: “Em 1727 porém, cinco anos depois da chegada dos primeiros refugiados, toda a atmosfera mudou. Um período de renovação espiritual chegou ao clímax em um culto de comunhão a 13 de agosto com um grande reavivamento que, segundo os participantes, marcou a chegada do Espírito Santo em Herrnhut. Seja o que for que possa ter acontecido no reino espiritual, não há dúvida de que essa grande noite de reavivamento trouxe com ela uma nova febre pelas missões, que tornou-se a principal característica do movimento morávio. As pequenas diferenças doutrinárias deixaram de ser pretexto para discussões. Em lugar disso, havia um forte espírito de unidade e uma dependência maior de Deus. Foi iniciada uma vigília de oração que continuou noite e dia, sete dias por semana, sem qualquer interrupção por mais de cem anos” (Até os Confins da Terra, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1986, p.73 e 74).
Sob os efeitos da oração e espiritualmente influenciados e fortalecidos pelo poder do Espírito Santo, os morávios passaram, algum tempo depois, a desempenhar um importante papel no campo das missões. Levaram a mensagem de Cristo às Ilhas Virgens, Groenlândia, América do Norte, Lapônia, América do Sul (notadamente no Suriname), África do Sul, Índias ocidental e oriental, etc. Para a América do Norte, Zinzendorf não só enviou missionários; ele próprio esteve lá, tendo contribuído também para que esse país se tornasse mais tarde, um grande celeiro de missionários. E se destacamos o papel desse povo é porque admiramos o exemplo que deixou no tocante a importância dada à oração e a utilização da força que dela resulta, que é o serviço missionário. A oração tem sido, em toda a história da Igreja, o principal caminho para se chegar a uma vida espiritualmente avivada.

FONTE:http://portaliap.com.br/

domingo, 20 de abril de 2014

Verdadeiro significado da Páscoa

Minha irmã me mandou esse video pelo whatsass e me chamou a atenção pelo modo diferente da abordagem do video sobre um assunto que comumente se torna maçante pela repetividade das palavras, mas esse video consegue falar da mesma coisa de um modo completamente diferente, gostei muito do video e indico para todos, clicaê...




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sinal do Apocalipse?


O rio Eufrates está secando!!! 

Os estudiosos das profecias bíblicas oferecem várias interpretações para os textos que anunciam os sinais apocalípticos. Mas alguns parecem ser bem claros. O texto de Apocalipse 16:12 diz: “E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente.”

Ou o que ainda resta dele.

Embora a Bíblia não forneça maiores detalhes de como isso ocorreria, desde o ano passado os cientistas alertam que, de fato, o Eufrates e o Tigre, principais fonte de água potável do Oriente Médio, estão secando.

O motivo seria a maneira inadequada como Iraque, Turquia e Síria usam as águas daqueles rios para a agricultura. Existem sete represas do Eufrates na Turquia e na Síria, segundo as autoridades iraquianas. Sabe-se que eles alcançaram o menor volume de águas da história. Há quem acredite que em breve poderá ser a metade do que era. E não parece haver sinais de recuperação de seus leitos.

A população que costumava viver às margens do Eufrates testemunharam seu recuo e com isso, foram obrigados a abandonar as fazendas. Com isso, pescadores e agricultores empobrecidos continuam fugindo para cidades maiores à procura de trabalho.

Primeiros a se beneficiarem do represamento das águas do Eufrates e do Tigre, o Iraque construiu duas barragens para irrigação agrícola e controle de inundações, quando o país ainda pertencia ao Império Otomano. Mas no início de 1990, a Síria reduziu o fluxo de água do rio Eufrates para o Iraque em 75%.

Ao mesmo tempo, governantes turcos afirmam que a água dos rios Eufrates e Tigre nascem na Turquia, o que lhes daria o direito de desviar a água e construir barragens para o desenvolvimento da região. Enquanto os governos discutem o rio continua secando.

Satélites israelenses detectaram a maior perda de água no Tigre e no Eufrates desde 2003, disse Alex Vishnitzer, diretor da Companhia de Água Israel, a Mekorot. “A bacia desses rios perde a cada ano uma quantidade de água suficiente para satisfazer as necessidades de dezenas de milhões de pessoas que vivem na região, dependendo das regras de uso regional”.

Ele publicou um artigo sobre o assunto na edição mais recente de uma conceituada revista científica, resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia Technion de Israel e o Goddard Space Flight Center da NASA. A pesquisa baseou-se em dados coletados ao longo de um período de sete anos por satélites israelenses que monitoram as mudanças globais em reservas de água.

“Os dados mostraram uma taxa alarmante de declínio no armazenamento de água dos rios Tigre e Eufrates”, disse Vishnitzer. A maior parte, cerca de 60%, foi drenada através de bombeamento das águas, o que normalmente aumenta durante e após o período de seca na região. Segundo os dados coletados, mantida essa média, não irá demorar muito até que os leitos fiquem totalmente secos. 

Com informações Israel en Linea e New York Times.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Por que evangélicos não devem participar do Carnaval? Qual a origem dessa festa?

Recebi esse texto por e-mail e decidi compartilhar.
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A origem do Carnaval ainda é desconhecida. As primeiras referências a ele estão relacionadas a festas agrárias. Alguns atribuem seu surgimento aos cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, realizados na Grécia durante o século 7 a.C. A festividade incluía orgias sexuais e bebidas, e os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

As folias do Carnaval também estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais (em homenagem a Baco, o deus do vinho e da orgia), lupercais (em homenagem ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco) e saturnais (em homenagem ao deus Saturno, que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).

Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica Apostólica Romana começou a tentar conter os excessos do povo nessas festas pagãs e a condenar a libertinagem. Porém, com a resistência popular, em 590 d.C. ela própria oficializou o Carnaval dando origem ao “carnaval cristão”, quando o Papa Gregório I marcou definitivamente a data do Carnaval no calendário eclesiástico.

 
Esse momento de grandes festejos populares antecedia a Quaresma, período determinado pela Igreja Católica para que todos os anos os fiéis se dedicassem, durante 40 dias, a assuntos espirituais, antes da Semana Santa. No período que ia da Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, o povo deveria entregar-se à austeridade e ao jejum, para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto consagrando-se.

Como o povo enfrentaria um longo período de privações e abstinência, alguns “carnais” permitiram que o povo cometesse então algumas extravagâncias antes. Às vésperas da Quaresma, os cristãos fartavam-se de assados e frituras entre o domingo e a “terça-feira gorda”. O que deveria ser apenas uma festa religiosa acabou assimilando os antigos costumes de libertinagem e bebedeiras.

Esses dias de “vale-tudo” que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de adeus à carne, que em italiano é carne vale, ou carnevale, resultando na palavra carnaval.

A Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, simbolizava o momento em que as pessoas se revestiam de cinzas, evocando que do pó vieram e para o pó retornariam, e ingressavam no período em que a Igreja celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Visto que até hoje essa festa da carne traz consequências físicas, morais e espirituais degradantes, estampadas nos noticiários da Quarta-feira de Cinzas, aconselho aos que não participam do Carnaval que continuem de fora; e, aos que participam ou pretendem participar, meu conselho é 1 João 2.16: Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Sendo assim, não convém ao cristão, mesmo a título de curiosidades, participar dessa festividade.

SUGESTÕES DE LEITURA:

Salmo 1.1; Tiago 1.2-4; Apocalipse 22.15

Pastor Silas Malafaia
 
Fonte: Verdade Gospel



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Histórias que você precisa conhecer - 10


A décima história que você precisa conhecer não vai ser um texto, há muito tempo atrás conheci a história de Nicholas Winton, que salvou a vida de muitas crianças voluntariamente, como seria o mundo se existem mais pessoas com o coração aberto para servir? Sem pedir nada em troca, ele vez apenas o que devia ser feito, saiu da sua zona de conforto, se importou com crianças que nunca viu na vida, e ainda sim, manteve tudo em segredo por vários anos, até que esposa descobriu sem querer, a história toda, conheça a história deste notável homem que vez a diferença na vida que muita gente, que cresceram na vida, e se tornaram pessoas importantes para a sociedade.



Que Deus abençoe a você e a toda sua família!
Fica na PAZ do Senhor Jesus!




terça-feira, 6 de março de 2012

Histórias que você precisa conhecer - 7

O Avivamento que estremeceu a Coreia
Por Jonathan Goforth, DD (1859-1936)
(Missionário Pioneiro na China)



Escrevo sobre o Avivamento na Coreia porque ele teve um grande significado para a minha vida. Não conseguirei colocar em papel tudo sobre os sacrifícios e o que alcançaram os Cristãos na Coreia sem sentir-me envergonhado e sem ficar a pensar como fiz tão pouco pelo meu Senhor e Mestre. Vi, muitas vezes, plateias de Cristãos chineses chorarem de quebrantamento ao ouvirem os relatos e as histórias deste avivamento. Se qualquer um de vós se apercebesse com alguma regularidade de que “foram comprados por um preço”, certamente que também sucumbiriam em humilhação e vergonha ouvindo estas histórias dos triunfos do Evangelho na Coreia. Foi durante o ano do Grande Avivamento, em 1907, que tive oportunidade de visitar oito dos maiores centros missionários na Coreia. Quando regressei à China, compartilhei com os Cristãos Chineses em Mukden todos os factos que presenciei e todos eles ficaram profundamente afectados com tudo o que ouviram. Fui para Pei Tai Ho e contei aos missionários ali presentes como Deus estava sendo gracioso para os Cristãos na Coreia; vi, então, algumas lágrimas escorrendo pelos rostos e alguns votos determinados que orariam a Deus até que tivessem obtido igual bênção na China. Depois disso, fui convidado a visitar Chi Kung Shan, um outro campo missionário, para trazer os relatos do que presenciei na Coreia. Contei as histórias no Domingo à noite. Ao terminar o meu relato, ocorreu-me ter-me prolongado muito no sermão e encerrei o culto com uma bênção muito rápida. Mas, ninguém se mexeu dos seus assentos. Reinava um silêncio de morte na sala. Aquele silêncio durou uns seis ou sete minutos e, de repente, o choro que todos tentavam reprimir espalhou-se pela sala. Pecados estavam sendo confessados abertamente; pedidos de perdão eram feitos uns aos outros por impaciências e faltas de respeito e muitos outros pecados. Já era muito tarde quando terminou o culto. Mas, todos haviam sentido que o Espírito Santo nos havia visitado daquela vez, limpando o nosso meio como que refinando o ouro pelo fogo. Logo de seguida, tivemos quatro dias dedicados à oração e a conferências. Foi um tempo muito abençoado e dos mais maravilhosos que alguma vez tive oportunidade de presenciar entre missionários. Decidimos que oraríamos todos os dias às 4:00 da tarde até que a Igreja da China tivesse obtido igual Avivamento. Nesse mesmo Outono, começamos a ver o poder de Deus em nosso meio. Deus manifestou-se entre o povo e o Avivamento aumentou de proporção e qualidade logo de seguida, no ano 1908 em Manchuria e em outros locais.


Há uma leitura mais extensa e detalhada sobre o avivamento na Coréia, basta clicar aqui.

Que o Senhor Jesus abençoe a você e a toda sua familia!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Histórias que você precisa conhecer - 6

OS AVIVAMENTOS EM COLUMBIA, E NA CIDADE DE NOVA IORQUE


De Lancaster, em meados do verão de 1830, retornei para o condado de Oneida, Nova Iorque, e passei algum tempo na casa de meu sogro. Creio que foi nessa época, durante minha estada em Whitestown, que ocorreu uma situação muito interessante, e que relatarei. Um mensageiro veio da cidade de Columbia, no condado de Herkimer, solicitando que eu fosse ajudar na obra da graça naquele lugar, e que já havia começado. Tudo me foi apresentado de tal forma que fui induzido a ir. Contudo, não esperava permanecer ali na época, eu tinha outros convites, convites com mais pressão para trabalhar. Então, fui até lá para ver e para ajudar como podia, por um curto tempo.

Em Columbia havia uma grande igreja Alemã, cujos membros haviam sido aceitos, como dita seu costume, mediante exame de seus conhecimentos doutrinários, ao invés de sua experiência cristã. Por conseqüência, a igreja formara-se em sua maioria, como fui informado, de pessoas não convertidas. Tanto a igreja quanto a congregação eram muito grandes. Seu pastor era um homem jovem de nome H. Ele era descendente de alemães, natural da Pensilvânia.

Expôs-me a situação em Columbia e a si mesmo da seguinte forma. Ele disse que estudara teologia com um alemão doutor em divindade, no lugar onde vivia, alguém que não encorajava de forma alguma a religião experimental. Ele disse que um de seus colegas estudantes tinha uma inclinação religiosa, e costumava orar em seu quarto. Seu professor suspeitou disso, e de alguma maneira veio a saber do fato. Então aconselhou o jovem a parar, pois era uma prática muito perigosa, e ficaria louco se persistisse nela, e que depois ele seria o culpado por deixar que um aluno seguisse tal caminho. O Sr. H assumia que ele mesmo não tinha religião alguma. Ingressara na igreja pelo meio comum, e não achava que nada mais era necessário, no que diz respeito à devoção, para tornar-se um pastor. Mas sua mãe era uma mulher devota. Ela sabia da verdade, e ficava muito angustiada ao ver que um filho seu entraria no ministério sem jamais ter-se convertido. Quando ele recebeu um chamado para a igreja em Columbia, e estava prestes a sair de casa, sua mãe teve uma conversa muito séria com ele, pressionou-o sobre o fato de sua responsabilidade, e algumas coisas que ela disse causaram poderoso impacto em sua consciência. Ele disse que não conseguia esquecer essa conversa com sua mãe, que se mantinha com peso em sua mente, e suas convicções de pecado aprofundavam-se até quase levá-lo ao desespero.

Isso se estendeu por meses. Ele não tinha ninguém com quem se aconselhar, e não abria seu coração para nenhuma pessoa. Mas depois de uma severa e prolongada peleja, ele se converteu, veio para a luz, viu onde estava e onde havia estado, viu a condição de todas aquelas igrejas que tinham admitido seus membros da forma em que ele mesmo fora admitido. Sua esposa não era convertida. Ele imediatamente entregou-se a trabalhar para que ela se convertesse, e por Deus, logo conseguiu. Sua alma estava tomada por esse assunto, ele lia sua bíblia, orava e pregava com todas as suas forças. Mas ele era um jovem convertido, e não tivera a instrução necessária, então se sentiu perdido quanto ao quê fazer. Ele ia pela cidade, conversava com os presbíteros da igreja, conversava com os principais membros, e convencera a si mesmo de que um dos dois dos líderes entre os presbíteros, e muitas das senhoras de sua igreja, eram convertidos de fato.

Depois de muita oração e consideração, ele decidiu o que tinha que fazer. No domingo ele anunciou a todos que haveria uma reunião da igreja, num certo dia durante a semana, para a transação de negócios, e queria que todos os membros, em especial, estivessem presentes. Sua própria conversão, pregação, visitas e conversas pela cidade já tinham criado bastante agitação, de forma que a religião tornara-se um tópico comum de discussão, e seu chamado para uma reunião da igreja foi atendido, de modo que no dia marcado, quase todos estavam presentes.

Ele então lhes falou a respeito da verdadeira situação da igreja, e o erro no qual havia caído quanto às condições sob as quais os membros eram admitidos. Ele fez um discurso, parte em alemão, parte em inglês, para que todas as classes o entendessem, e depois de falar até que estivessem bastante comovidos, ele propôs desengajar a igreja e formar uma nova, insistindo que isso era essencial para a prosperidade da religião. Ele tinha um acordo com aqueles membros da igreja que acreditava serem realmente convertidos, para que liderassem a votação a favor de desmanchar a igreja. Isso foi movido para votação, mediante ao pedido feito por esses membros convertidos. Eles eram membros muito influentes, e as pessoas ao olharem em volta e vê-los de pé, levantaram-se, e por fim continuaram colocando-se de pé até quase a unanimidade. O pastor então disse "Agora não existe nenhuma igreja em Columbia.", e propôs para que formassem uma de cristãos, pessoas que se haviam convertido.

Então, diante da congregação, ele relatou sua própria experiência, chamou sua esposa, e ela fez o mesmo. Então seguiram os presbíteros e membros que eram convertidos, um após o outro, prosseguindo enquanto todos que pudessem relatar uma experiência cristã viessem à frente. Esses prosseguiram para formar uma igreja. Ele então disse para os outros "Suas relações com a igreja estão terminadas. Vocês estão no mundo e até que se convertam, e voltem para a igreja, não poderão batizar seus filhos, e não poderão participar das ordenanças da igreja." Isso gerou um grande pânico, pois de acordo com suas visões, era algo terrível não participar do sacramento, ou não batizar os filhos, porque essa era a maneira pela qual eles mesmos haviam-se tornado cristãos.

Sr. H então trabalhou com todas as suas forças. Ele visitava, pregava, orava, realizava reuniões, e o interesse aumentava. Dessa forma a obra já vinha acontecendo por algum tempo, quando ele escutou falar que eu estava no condado de Oneida, e enviou-me um mensageiro. Encontrei nele um jovem convertido de coração ardente. Ele escutava minhas pregações com uma alegria quase incontrolável. Encontrei uma congregação grande e interessada, e até onde pude julgar, a obra estava num estado muito próspero e saudável. O avivamento continuou a se espalhar até alcançar e converter quase todos os habitantes da cidade. Galesburg, em Illinois, fora fundada por uma colônia de Columbia, e quase todos ali foram convertidos, eu acredito, pelo avivamento. O fundador da colônia e da Faculdade Knox, localizada ali, era o Sr. Gale, meu antigo pastor em Adams.

Contei os fatos, como me lembro deles, como relatados a mim pelo Sr. H. Eu achava que suas visões eram evangélicas, e seu coração ardente, e ele estava rodeado por uma congregação tão interessada em religião quanto se podia desejar.

Eles fixavam sua atenção, conforme eu apresentava a eles o Evangelho de Cristo, com um interesse e paciência tal, que afetava e muito, sendo bastante interessante. O próprio Sr. H era como uma criancinha, ensinável, humilde e sincero. Essa obra continuou por mais de um ano, como vim a saber, espalhando-se por toda aquela grande e interessante população de fazendeiros.

Depois que retornei de Whitestown, fui convidado a visitar a cidade de Nova Iorque. Anson G Phelps, desde que conhecido como um grande colaborador voluntário das principais instituições benevolentes de nosso país, sabendo que eu não havia sido convidado aos púlpitos daquela cidade, alugou uma igreja vazia na Rua Vandewater, e enviou-me um pedido urgente para que fosse pregar lá. Eu fiz isso, e um poderoso avivamento aconteceu. Encontrei o Dr. Phelps muito engajado na obra, e não hesitando promovê-la a qualquer custo. A igreja que alugara só poderia ser ocupada por três meses. Por isso o Sr. Phelps, antes que os três meses acabassem, comprou uma igreja na Rua Prince, perto da Broadway. Essa igreja havia sido construída pelos Universalistas, e foi vendida ao Sr. Phelps, que comprou e pagou por ela de seu próprio bolso. Da Rua Vandewater, formos portanto, para a Rua Prince, e ali formamos uma igreja, em sua maioria de pessoas que se haviam convertido durante nossas reuniões na Rua Vandewater. Continuei meus trabalhos na Rua Prince por alguns meses, creio que até ao final do verão.

Eu fiquei muito impactado, durante minhas obras ali, com a devoção do Sr. Phelps. Enquanto estávamos na Rua Vandewater, eu, minha esposa e nosso único filho éramos hóspedes de sua família. Eu percebi que, enquanto o Sr. Phelps era um homem literalmente carregado de negócios, de alguma forma ele preservava um elevado estado de espírito e mente, e que vinha diretamente do trabalho para nossas reuniões de oração, entrando nelas com tal espírito, que demonstrava claramente que sua mente não estivera tão absorta nos negócios a ponto de excluir as coisas espirituais. Ao observá-lo dia após dia, fiquei cada vez mais interessado em sua vida interior, e como ela era manifestada em sua vida exterior. Certa noite tive que ir até lá embaixo, creio que por volta da meia-noite, para pegar alguma coisa para nosso bebê. Eu supunha que toda a família estaria dormindo, mas para minha surpresa, encontrei o Sr. Phelps sentado perto da lareira, de pijamas, e vi que havia interrompido seu devocional particular. Desculpei-me dizendo que havia suposto que ele estaria dormindo. Ele respondeu "Irmão Finney, tenho muitos negócios me pressionando durante o dia, e tenho pouquíssimo tempo para meu devocional particular, e meu hábito é, depois de tirar um cochilo à noite, levanto-me para ter um período de comunhão com Deus." Depois de sua morte, que ocorreu há poucos anos, descobri que ele mantinha um diário durante essas horas da noite, totalizando vários livros manuscritos. Esse diário revelava as obras secretas de sua mente, e o real progresso de sua vida interior

Eu nunca soube o número de pessoas que se converteram enquanto eu estava nas ruas Prince e Vandewater, mas deve ter sido grande. Houve um caso de conversão que não posso omitir. Uma jovem visitou-me certo dia, grandemente convicta do pecado. Conversando com ela, vi que tinha muitas coisas em sua consciência. Ela tinha o hábito de furtar coisas de pouco valor, como me disse, desde a infância. Ela era filha única, eu acho, de uma senhora viúva, e tinha o hábito de pegar de seus colegas de escola e outros, lencinhos, broches, lápis, e qualquer coisa que tivesse a oportunidade de roubar. Ela fez uma confissão a respeito dessas coisas para mim, e perguntou-me o que deveria fazer sobre isso. Eu disse que ela deveria ir e devolver tudo, confessando àqueles de quem furtara.

É claro que isso foi um grande teste para ela, mas ainda assim suas convicções eram tão profundas que não podia continuar com aquelas coisas, então começou a tarefa de confessar e restituir. Mas conforme ela continuava com isso, continuava a lembrar de mais e mais circunstâncias como essas, e continuava a visitar-me com freqüência, confessando a mim seus roubos de quase todo o tipo de objeto que uma jovem pode usar. Perguntei-lhe se sua mãe sabia dessas coisas. Ela disse que sim, mas ela sempre dissera a sua mãe que havia ganhado tudo. Ele me disse numa certa ocasião "Sr. Finney, eu acho que roubei um milhão de vezes. Descobri que tenho muitas coisas que sei que roubei, mas não me lembro de quem." Recusei-me a aceitar que ela parasse, e insisti que continuasse a fazer sua restituição de todos os casos nos quais pudesse se lembrar corretamente. De tempos em tempos ela vinha até mim e contava o que fizera. Eu perguntei a ela o que as pessoas diziam quando ela devolvia os artigos. Ela respondeu "Alguns dizem que eu sou louca ou dizem que sou tola, e outros ficam muito comovidos.".

"Todos lhe perdoam?" Eu perguntei. "Ah, sim!" disse ela, "todos me perdoam, mas alguns acham que eu não deveria estar fazendo isso."

Um dia ela me contou que tinha um xale que roubara de uma filha do Bispo Hobart, então Bispo de Nova Iorque, que morava na Praça St. John, próximo à igreja St. John. Como de costume, disse-lhe que ela tinha que devolver. Poucos dias depois, fez-me uma visita e relatou-me o resultado. Ela disse que embrulhou o xale em um papel, foi com ele até lá, tocou a campainha da casa do Bispo, e quando o empregado veio, ela entregou-lhe o pacote, dizendo que era para o Bispo. Não deu nenhuma explicação, mas foi imediatamente embora, e correu virando a esquina para outra rua, a fim de que ninguém visse para onde ela foi e descobrisse quem ela era. Mas depois de dobrar a esquina, sua consciência pesou, e ela disse a si mesma "Eu não fiz isso direito. Podem suspeitar que outra pessoa tenha roubado o xale, a menos que eu vá até o Bispo e deixe claro quem o fez."

Ela virou, voltou imediatamente, e perguntou se poderia falar com o Bispo. Sendo informada que poderia, foi conduzida até seu escritório. Ela então confessou a ele, contando sobre o xale e tudo que se passara. "Bem," disse eu, "e como o Bispo a recebeu?" "Ah," ela disse "quando eu contei, ele chorou, colocou sua mão sobre minha cabeça e disse que me perdoava, orando a Deus que me perdoasse também." "E tem estado em paz com sua mente sobre isso desde então?" eu perguntei. Ela respondeu "Ah, sim!" Esse processo continuou por semanas, e acho que até por meses. Essa jovem ia de lugar em lugar, em todas as partes da cidade, restituindo as coisas que roubara, e confessando. Às vezes suas convicções eram tão terríveis, que ela parecia enlouquecer.

Certa manhã ela mandou chamar-me para ir até a casa de sua mãe. Eu fiz isso, e quando cheguei lá fui levado ao quarto dela, e encontrei-a com seu cabelo caído sobre os ombros, suas roupas desarrumadas, andando de um lado para o outro em agonia e desespero, e com um olhar que era assustador, porque indicava que ela estava à beira da loucura. Eu disse "Minha filha querida, qual é o problema?" Ela segurava em suas mãos um pequeno Testamento enquanto andava. Virou-se para mim e disse "Sr. Finney, eu roubei esse testamento. Eu roubei a palavra de Deus; será que Deus algum dia vai me perdoar? Não consigo me lembrar de qual das meninas roubei. Eu roubei de uma de minhas colegas da escola, e faz tanto tempo que realmente havia me esquecido de tê-lo roubado. Lembre-me disso esta manhã, e sinto que Deus jamais poderá perdoar-me por roubar Sua palavra." Assegurei-lhe que não havia razões para seu desespero. "Mas, o que devo fazer? Não consigo me lembrar de quem peguei." ela disse. Então eu falei "Guarde como um lembrete constante de seus antigos pecados, e use para o bem que pode agora tirar dele."

Ela disse "Ah, se ao menos pudesse me lembrar de onde peguei, devolveria no mesmo instante." "Bem." Disse eu, "se algum dia se lembrar, faça uma restituição na hora, seja ao devolver esse ou dando um novo." "Farei isso."

Todo esse processo era muito preocupante para mim, mas conforme prosseguiu, o final dessas transações resultou em uma transformação realmente maravilhosa de sua mente. Uma profundidade de humildade, um conhecimento profundo de si mesma e de suas transgressões, um coração quebrantado, um espírito contrito, e por fim uma fé, alegria, amor e paz, como um rio, aconteciam, e ela se tornou uma das mais fascinantes jovens convertidas que já conheci.

Quando se aproximou o tempo em que eu esperava deixar Nova Iorque, pensei que alguém na igreja pudesse ser seu conhecido, e poderia cuidar dela. Até essa época, tudo que se passara entre nós era segredo, mantido assim por mim mesmo. Mas como eu estava prestes a ir embora, contei o fato para o Sr. Phelps e a narração afetou-o grandemente. Ele disse "Irmão Finney, quero conhecê-la. Eu serei seu amigo, cuidarei do bem dela." Ele fez isso, como eu soube depois. Já não vejo essa jovem há muitos anos, creio de desde que relatei tudo ao Sr. Phelps. Mas quando voltei da Inglaterra da última vez, em visita a uma das filhas do Sr. Phelps, no meio da conversa esse caso foi mencionado. Eu então perguntei "Seu pai apresentou-lhes essa jovem?" "Ah, sim!" ela respondeu, "nós todas a conhecíamos" querendo dizer, eu suponho, todas as filhas da família. Eu disse "Bem, o que você sabe dela?" Ela respondeu "Ah, ela é uma cristã muito sincera. É casada e seu marido tem negócios nesta cidade. Ela faz parte da igreja e mora naquela rua", apontando para o lugar, não muito longe de onde estávamos. Então perguntei "Ela sempre manteve um caráter cristão consistente?" "Ah, sim!" foi a resposta, "é uma mulher excelente, mulher de oração." De alguma maneira fui informado, não me recordo agora da fonte dessa informação, de que a jovem dissera que jamais teve a tentação de furtar, desde sua conversão, que nunca mais soubera o que era ter o desejo de fazer isso.

Esse avivamento preparou o caminho, em Nova Iorque, para a organização das igrejas Presbiterianas Livres na cidade. Essas igrejas eram mais tarde compostas, na maior parte, pelos que se converteram no avivamento. Muitos deles haviam sido parte da igreja na Rua Prince.

A essa altura de minha narrativa, a fim de que sejam compreendidas muitas coisas que devo dizer de agora em diante, devo dar conta de algumas coisas sobre as circunstâncias ligadas à conversão do Sr. Lewis Tappan, e sua conexão posterior com minhas próprias obras. Esse relato recebi dele mesmo. Sua conversão ocorreu antes de sermos apresentados, sob as seguintes circunstâncias: Ele era um Unitário, e vivia em Boston. Seu irmão Arthur, era na época, um dos maiores mercantes em Nova Iorque, era um homem cristão sincero e ortodoxo. Os avivamentos na área central de Nova Iorque haviam criado bastante agitação entre os Unitários, e seus jornais publicavam muitas coisas contra esses movimentos. Em especial haviam histórias estranhas sobre mim, que me apresentavam como um fanático meio louco. Essas histórias haviam sido relatadas à Lewis Tappan pelo Sr. W, um dos principais ministros Unitários de Boston, e ele acreditou nelas. Elas eram aceitas por muitos dos Unitários na Nova Inglaterra, e por todo o Estado de Nova Iorque.

Enquanto essas histórias circulavam, Lewis Tappan visitou seu irmão Arthur em Nova Iorque, e um dia começaram a conversar sobre esses avivamentos. Lewis chamou a atenção de Arthur para o estranho fanatismo ligado à esses avivamentos, especialmente para o que se dizia sobre mim. Ele acreditava que eu declarava publicamente ser o general da brigada de Jesus Cristo. Isso, e outras histórias parecidas estavam em circulação, e Lewis insistia em sua veracidade. Arthur não acreditava de forma alguma e disse a Lewis que eram todas sem sentido e falsas, e que ele não deveria acreditar em nenhuma delas. Lewis, apoiando-se nas declarações do Sr. W, propôs uma aposta de quinhentos dólares, dizendo que podia provar que os artigos eram verdadeiros, especialmente o já mencionado. Arthur respondeu "Lewis, você sabe que eu não faço apostas, mas vou dizer o que farei. Se você puder provar por um testemunho digno de crédito, que aquilo é verdade, e que os artigos sobre o Sr. Finney são verdade, eu lhe darei quinhentos dólares. Faço essa oferta para levá-lo a investigar. Quero que você veja que essas histórias são falsas e que a fonte de onde vêm é totalmente indigna de confiança." Lewis, não duvidando que conseguisse a prova, pois tais coisas haviam sido não confiantemente acreditadas pelos Unitários, escreveu uma carta para o Rev. Sr. P, um pastor Unitário em Trenton Falls, Nova Iorque, a quem o Sr. W referira-se, e autorizou-o a gastar quinhentos dólares, se necessário fosse, para conseguir testemunhos suficientes para provar que a história era verdade, e testemunhos tais que levariam a convencer um júri de corte. O Sr. P, de acordo com isso, começou a procurar testemunhos, mas depois sofrer muito, não conseguiu nenhum, exceto pelo que havia em um pequeno jornal Universalista, publicado em Buffalo, no qual havia sido declarado que o Sr. Finney clamava ser o general da brigada de Jesus Cristo. Em lugar nenhum ele conseguia sequer a menor prova de que o artigo era verdadeiro. Muitas pessoa haviam escutado, e acreditado, que eu dissera essas coisas em algum lugar, mas conforme ele seguia os artigos de cidade em cidade, por seus correspondentes, pode ver que tais coisas não haviam sido ditas em lugar nenhum.

Isso, junto com outros problemas, ele disse, levou-o a refletir seriamente sobre a natureza da oposição, e sobre a fonte de onde viera. Sabendo da ênfase dada a essas histórias pelos Unitários, e do uso que fizeram delas para se oporem aos avivamentos em Nova Iorque e em outros lugares, sua confiança neles ficou extremamente abalada. Assim, seu preconceito contra os avivamentos e contra o povo ortodoxo diminuiu. Ele foi levado a rever as escritas teológicas dos Ortodoxos e Unitários com grande seriedade, e o resultado foi que adotou as visões ortodoxas. A mãe dos Tappans era uma mulher de muita oração, mulher de Deus. Ela jamais tivera nenhuma simpatia pelo Unitarismo. Ela tinha vivido uma vida de oração, e deixara uma forte impressão sobre seus filhos.

Logo que Lewis Tappan se converteu, tornou-se tão firme e zeloso em seu apoio às visões ortodoxas e avivamentos religiosos, quanto fora em sua oposição a eles. Na época em que saí de Nova Iorque, depois de minha sobras nas ruas Vandewater e Prince, o Sr. Tappan e alguns outros bons irmãos ficaram insatisfeitos com a situação em Nova Iorque, e depois de muita oração e consideração, decidiram organizar uma nova congregação, e introduzir novos métodos para a conversão dos homens. Conseguiram um lugar para adorar, e chamaram o Rev. Joel Parker, que então era pastor da Terceira Igreja Presbiteriana em Rochester, para vir ajudá-los. O Sr. Parker chegou a Nova Iorque e começou sua obra, creio que na mesma época em que encerrei as minhas na rua Prince. A Primeira Igreja Presbiteriana Livre foi formada em Nova Iorque nessa época, e o Sr. Parker tornou-se seu pastor. Eles trabalhavam especialmente em meio àquele grupo da população que não tinha o costume de participar de reuniões em lugar nenhum, e foram muito bem-sucedidos. Acabaram por erguer o segundo piso de alguns armazéns na rua Dey, que comportavam uma boa congregação, a ali continuaram com suas obras.

por Charles G. Finney

sábado, 3 de dezembro de 2011

Histórias que você precisa conhecer - 5


OS MORAVIANOS E AS MISSÕES.

Ide...

Wiliam Carey é considerado o pai das missões Protestantes, primariamente pelo fato de ter ele fundado a Sociedade Missionária Batista. Tal sociedade teve seu início em 1792, 275 anos após Martinho Lutero ter afixado as Noventa e Cinco Teses à entrada da Igreja de Wittemberg em 1517. Essa sociedade foi um veículo Protestante para o envio de missionários ao mundo não-cristão. Carey, contudo, não inventou o movimento missionário Protestante. Ele construiu a plataforma da qual o movimento missionário Protestante tinha lançado, de uma série de pranchas cortadas durante séculos, entre Lutero e ele. Uma dessas pranchas foi o Pietismo, um movimento evangélico interdenominacional e internacional, que procurava revitalizar a igreja existente, através de pequenos grupos dedicados ao estudo da Bíblia, oração, responsabilidade mútua e missões. August Hermann Francke definiu a agenda do Pietismo em apenas doze palavras: “uma vida mudada, uma igreja reavivada, uma nação reformada, um mundo evangelizado”. O Pietismo primeiramente despertou uma visão missionária entre os protestantes, enviando missionários para a Índia e Groelândia.

Duas outras pranchas significativas na plataforma de Carey foram a Igreja Moraviana e os Puritanos. Os Moravianos foram os primeiros Protestantes a colocar em prática a idéia de que a evangelização dos perdidos é dever de toda a igreja, e não somente de uma sociedade ou de alguns indivíduos. Anteriormente, a responsabilidade pela evangelização havia sido lançada nos degraus dos governos, através das atividades colonizadoras deles. Os Moravianos, contudo, criam que as missões são responsabilidade de toda a igreja local. Paul Pierson, missiólogo, escreveu: “Os Moravianos se envolveram com o mundo de missões como uma igreja, isto é, toda a igreja se tornou uma sociedade missionária”. Devido ao seu profundo envolvimento, esse pequeno grupo ofereceu mais da metade dos missionários Protestantes que deixaram a Europa em todo o século XVIII.

De fato a história dos Moravianos antecede à Reforma. Conhecidos originalmente como os Unitas Fratrum, ou a Unidade dos Irmãos, esses cristãos Checos foram os seguidores do mártir John Huss, um Reformador antes da Reforma. Ele foi martirizado em 6 de julho de 1415, e os Moravianos honram sua morte no calendário deles ainda hoje.

Após a morte de Huss, seus seguidores, que foram muitas vezes conhecidos como Hussitas, ou como os Irmãos Boêmicos, experimentaram um verdadeiro ressurgimento. Eles se reorganizaram no ano de 1457, e no tempo da Reforma havia entre 150 a 200 mil membros em quatrocentas igrejas por toda a Europa Central. Mas, no levante das guerras dos 1600, a Boêmia e Morávia (Repúblia Checa) foram dominadas por um rei católico romano, o qual desencadeou uma terrível perseguição contra os Moravianos. Quinze de seus líderes foram decapitados. Os membros da igreja foram mandados para os calabouços e para as minas para trabalhos forçados. As escolas deles foram fechadas. Bíblias, hinários, catecismos e escritos históricos foram totalmente queimados. Foram todos espalhados. De fato, 16 mil famílias, repentinamente, se tornaram refugiadas. Por quase cem anos procuravam fugir da perseguição. Por causa disso formaram uma poderosa rede de cristãos “clandestinos” através de pequenas células.

Anos mais tarde, em 1722, um pequeno grupo desses refugiados estava à procura de algum lugar onde pudesse se sentir seguro. Quando cruzaram a divisa da Alemanha, ouviram de um lugar conhecido como Herrnhut, uma pequena faixa de terra na propriedade de Nicholas Ludwig von Zinzendorf. Pediram se podiam ficar ali. Zinzendorf não estava no momento, mas o administrador lhes permitiu acampar-se no sítio.

Zinzendorf, um aristocrata, tivera ligações anteriores com o movimento Pietista. Seu padrinho fora Philip Spener. Quando tinha dez anos foi enviado para estudar em Halle, onde seu professor fora August Hermann Francke. No período que lá estivera, seu mentor foi Bartholomew Ziegenbalg , o primeiro missionário Protestante para a Ásia, que estava de férias (tipo de ano sabático).

Zinzendorf descreveu sua vida em Halle da seguinte maneira: “Encontros diários na casa do professor Francke; relatórios edificantes concernentes ao reino de Cristo; conversa com testemunhas da verdade em regiões longínquas; contato com diversos pregadores; luta dos primeiros exilados e prisioneiros. A satisfação daquele homem de Deus e a obra do Senhor juntamente com várias provações que o envolveram, fizeram crescer meu zelo pela causa do Senhor de uma maneira poderosa”.

Enquanto Zinzendorf esteve em Halle, foi um instrumento na formação da primeira sociedade missionária de estudantes Protestantes chamada de a “Ordem do Grão de Mostarda”. depois disso foi para Wittemberg para estudar Direito devido seus pais não aceitarem a idéia de ele se tornar um pregador. Quando concluiu o curso de Direito, fez uma grande viagem turística pela Europa, o que era comum para os membros da aristocracia daqueles dias. Como parte dessa viagem, foi a um museu de arte em Dusseldorf, Alemanha, e lá viu um quadro do “Cristo de Coroa de Espinho”, com a seguinte inscrição: “Eu fiz isto por ti; o que fazes tu por mim?”.

Isso lhe causou uma profunda impressão e o levou a escrever em seu diário: “Tenho amado-o por longo tempo, mas realmente nada tenho feito por ele. De agora em diante farei tudo que me seja dado fazer”. Voltou para Herrnhut para onde os refugiados Moravianos formaram uma comunidade com cerca de trezentos membros. Zinzendorf assumiu a responsabilidade, não apenas supervisionando como dono da terra onde viviam, mas sim para lhes servir de pastor. Em 1727 um derramar do Espírito de Deus uniu a comunidade.

Cinco anos mais tarde, em 1732, Zinzendorf foi convidado a assistir a coroação do rei Dinamarquês (ele estava ligado à família real na Dinamarca). Enquanto lá, descobriu o produto das missões Dinamarca-Halle: alguns convertidos Esquimós da Groelândia e uma pessoa convertida do Oeste da Índia, um primeiro escravo cujo nome era Anthony. Tais pessoas fizeram um apelo a Zinzendorf: “Você não pode fazer alguma coisa para nos enviar como missionários?”. Seu coração ficou muito quebrantado. Voltou para a comunidade e lançou diante dela o desafio para o envio de reforços missionários para a Groelândia, Índia e outras partes do mundo onde pessoas não conheciam a Cristo. Vinte e seis pessoas imediatamente se ofereceram como voluntárias, e, assim, o Movimento Missionário Moraviano foi lançado. Nos vinte e oito anos seguintes mais do que duzentos missionários Moravianos entraram em mais de doze países para implantação de trabalho missionário em torno do mundo.

O trabalho dos Moravianos foi guiado por um número de características que os distinguiram. Primeiro, eram profundamente dedicados ao Senhor Jesus Cristo. Eram extremamente cristocêntricos. Numa certa ocasião, quando eu ministrava na Nicarágua, os cristãos Moravianos me deram uma placa de madeira com o selo de sua igreja. Traz um Cordeiro triunfante do livro de Apocalipse. Diz assim: “Nosso Cordeiro venceu; vamos segui-lo”. Os Moravianos pregavam Cristo. Zinzendorf aconselhava os missionários que saíam: “Vocês devem ir, direto, ao ponto e falar-lhes a respeito da vida e da morte de Cristo”. Os missionários primitivos tinham o costume de elaborar provas da existência de Deus, como se estivessem dando palestras teológicas. Zinzendorf apelou aos missionários para que simplesmente lhes contassem a história de Jesus. Há inúmeros relatos de como aquela história despertou corações dormentes que foram trazidos ao Salvador; segundo, os Moravianos, diferentemente dos pietistas primitivos, não eram altamente educados nem teologicamente treinados. Eram comerciantes. De fato, os dois primeiros missionários que foram enviados eram coveiros por profissão! As próximas duas pessoas que enviaram, um era carpinteiro e o outro, oleiro. Os Moravianos abriram o ministério ao leigo e a ministração às mulheres, antecipando J. Hudson Taylor nessa questão mais de cem anos antes; terceiro, criaram a estratégia missionária de fazedores de tendas (o missionário trabalhar e se auto-sustentar no país). Muitas pessoas pensam que o sistema de fazedores de tendas é coisa recente. Mas o movimento missionário Moraviano se baseava nisso. Além do mais, como pode uma vila de seiscentas pessoas sustentar duzentos missionários? Resposta: Eles trabalhavam para a sobrevivência. Zinzendorf dizia que trabalhar em fazenda e indústria prende muito as pessoas, mas o comércio lhes daria mais flexibilidade. Ele sentia que a prática de trabalho e o ensino que podiam dar nessa área não apenas levantaria o nível econômico do povo para onde eram os missionários enviados, mas também proveria meios de se fazer contato com aquela gente. O livro 'Lucro para o Senhor' relata como os Moravianos usaram o fazer tendas como estratégia para o trabalho missionário em meados de 1700; quarto, os Moravianos foram as pessoas que viviam na periferia da sociedade. Devido aos Moravianos terem sido pessoas sofredoras, podiam facilmente se identificar com aqueles que sofriam. Eles iam àqueles que eram rejeitados por outros. Dificilmente qualquer missionário seria mandado para a costa leste de Honduras ou Nicarágua. Essas partes da América Central eram inóspitas. Lá, contudo, estavam os Moravianos. Isso era característico da vocação missionária deles; quinto, eles se dirigiam a pessoas receptivas. Devido ao fato de os Moravianos crerem ser o Espírito Santo o “Missionário” primário, aconselhavam seus missionários a “procurarem as primícias. Procurarem aquelas pessoas que o Espírito Santo já havia preparado, e trazer-lhes as boas novas ”; sexto, eles colocavam o crescimento do reino de Cristo acima de uma expansão denominacional. Zinzendorf não pretendia exportar as divisões denominacionais da Europa. Ele se tornou um pioneiro ecumênico (entre cristãos), no melhor sentido do termo, 150 anos antes de qualquer um imaginar tal possibilidade; sétimo, a obra missionária Moraviana era regada de oração. Quando o avivamento espiritual ocorreu em 1727, começaram uma vigília de virada de relógio, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. O livro devocional conhecido como Lemas Diários, que ainda tem sido publicado pela Igreja Moraviana, era o devocional mais amplamente usado entre os cristãos europeus. O ministério Moraviano era fortemente regado por oração (tiveram uma vigília de oração que durou um tempo de 100 anos literalmente - nota do tradutor).

Os Moravianos tinham trabalho missionário no Estado da Geórgia devido ao General Oglethorpe ter sido influenciado por Zinzendorf, que fazia parte de um grupo missionário de estudantes que começou em Halle. Quando João Wesley viajou para os Estados Unidos, seu navio enfrentou uma terrível tempestade. Wesley ficou super-abalado. Somente os Moravianos, que se mantinham num senso de paz com Deus, lhe encorajaram no pânico. Foram eles que lhe apresentaram a necessidade de um relacionamento pessoal com Cristo. Retornando para a Inglaterra, após um trabalho frustrado na Geórgia, disse: “fui para converter os índios, mas, quem, ó quem me converterá?” Ele foi para uma reunião num encontro de Aldersgate - um encontro dos Moravianos - durante o qual seu coração, segundo ele, foi “estranhamente aquecido” e assim encontrou segurança para a sua salvação. Foi para Herrnhut a fim de examinar o trabalho Moraviano, e, como resultado, ele padronizou a obra do Metodismo no modelo Moraviano. Assumiu como moto as palavras de Zinzendorf: “o mundo é minha paróquia”.

Os Moravianos também exerceram uma forte influência sobre William Carey, o qual teve grandes dificuldades em gerar sustento para a idéia de uma sociedade de missões. Aqui está um relato de como a fundação da sociedade missionária veio a acontecer. Numa noite, um pequeno grupo de 12 ministros e um leigo se reuniu com William Carey na espaçosa casa da viúva Wallace, conhecida por sua hospitalidade como a Hospedeira do Evangelho. Novamente, Carey fez pressão para a ação. Mas, novamente os irmãos oscilaram. Afinal, quem são esses homens? Ministros de Igrejas de pobres-feridos, para sustentar uma missão, tão assediadas de dificuldade, tão cheias de incertezas. No momento crucial, quando todas as esperanças pareciam se esvair, Carey tirou do bolso um livreto intitulado Periódico de Contos das Missões Moravianas. Com lágrimas nos olhos e com voz trêmula, afirmou: “se vocês apenas tivessem lido isto e soubessem como esses homens venceram todos os obstáculos por amor a Cristo, dariam um passo de fé”.

Foi a gota d’água! Os homens concordaram em agir. As atas da reunião registram a decisão deles de formar “A Sociedade Batista Particular para Propagação do Evangelho entre os pagãos”, também conhecida como a Sociedade Batista Missionária. Sua força repousa na motivação provida pelo relato dos missionários Moravianos.

Alguém, certa vez, perguntou a um Moraviano o que significa ser um Moraviano. Ele respondeu: “Ser um Moraviano e promover a causa global de Cristo são a mesma coisa”.

(Artigo: The Moravians and Missions, de Kenneth B. Mulholland - Professor de Missões e Estudos Ministeriais, do Departamento de Missões do Seminário de Colúmbia, Carolina do Sul. Fonte: Bibliotheca Sacra, abril de 1999 - Tradução do Rev. José João de Paula - secretário da APMT).
Revista Alcance - 3.º trim. 2003

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Como anda a sua fé?

Obediência é a palavra de ordem quando se trata em caminha com Deus, não há como estar no centro da vontade de Deus e não obedecer a sua palavra!
Olhem essa história...

            Certa vez um alpinista muito bem preparado iniciou sozinho a escalada do monte Everest, um doa mais altos do mundo.
            Ao final do terceiro dia da escalada, a noite chegou rápido junto com uma forte ventania que anunciava nevasca para a madrugada. Estava muito escuro e não era possível enxergar mais do que 10 centímetros à frente e ele tentava galgar alguns metros para chegar a uma plataforma para acampar aquela noite.
            Foi quando escorregou numa lâmina de gelo e caiu num abismo de trevas. Caia a uma velocidade vertiginosa, sentindo a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade.
            O alpinista continuava caindo e toda a sua vida, num filme rápido, passava em sua mente.
            Foi quando sentiu um forte solavanco que quase partiu seu corpo ao meio. Era a corda de segurança na sua cintura, presa a uma estaca cravada no gelo que todo alpinista utiliza para sua segurança.
            Nesse momento de profundo silencio, suspenso nos ares, o alpinista balbucia:
- Meu Deus, me ajude!
            De repente uma voz grave e profunda vinda de todos os lados respondeu:
            - O que você quer de mim filho?
            - Salve-me pelo amor de Deus – respondeu o alpinista.
            - Você realmente acredita que eu posso salvá-lo?
            - Eu tenho certeza meu Deus.
            - Então corte a corda que o mantêm pendurado...
            Houve um momento de silêncio, e o alpinista pensou: “Se eu cortar a corda, vou cair e morrer.”
            Alguns dias depois, o pessoal do resgate encontrou o corpo congelado e morto do alpinista, agarrado com as mãos duras a corda que o sustentava.
            Ele estava a apenas meio metro do chão.



Romper as velhas cordas e caminhar, com fé, em direção aos próprios sonhos, é certeza de realizá-los!

Faça TUDO que Deus te mandar fazer de uma forma INCONDICIONAL, Deus sabe de todas as coisas e Ele quer o melhor pra você, não se esqueça disso nunca!!


Que Deus abençoe a você e a toda sua familia!


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Histórias que você precisa conhecer - 4

Eu estendi minha mão e toquei a chama. Agora eu estou queimando e esperando por um sinal. – Evan Roberts, pregando na Capela de Moriah, Dezembro de 1903

Acima de tudo, uma sensação da presença e santidade de Deus impregnava cada área da experiência humana, em casa, no trabalho, nas lojas e nas tavernas. A eternidade parecia inevitavelmente próxima e real. – Efion Evans

Eu não sou a fonte deste avivamento. Eu sou apenas um agente entre o que vai ser uma multidão... Eu não sou aquele que está tocandos os corações de homens e mudando as vidas dos homens. Não sou eu, mas o Deus que opera em mim. – Evan Roberts, Smith's Weekly


O avivamento de Gales foi um dos mais impressionantes moveres de Deus de todos os tempos. Em poucos meses de avivamento, um país inteiro foi transformado, mais de cem mil pessoas aceitaram o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador, e a notícia foi espalhada ao redor do mundo.

O avivamento começou em outubro de 1904 na pequena cidade de Loughor, com Evan Roberts, um jovem de 26 anos. Wesley Duewel conta sobre o início do avivamento no seu livro "O Fogo do Reavivamento":

Os historiadores geralmente se referem ao reavivamento que começou na aldeia de Loughor no País de Gales como o ponto inicial do reavivamento. Evan Roberts foi o instrumento usado por Deus para inaugurar o reavivamento de 1904. Em 1891, aos treze anos de idade, Roberts começou a ter fome e sede, e orar por duas coisas importantes: para que Deus o enchesse com o Seu Espírito, e para que Deus enviasse o reavivamento ao País de Gales. Roberts fez talvez o maior investimento no banco de oração de Deus a favor do reavivamento que o Senhor desejava enviar. E talvez fosse essa a razão de Deus ter começado a onda internacional de reavivamentos no País de Gales – através de Evan Roberts.2
Evan Roberts tinha acabado de começar a cursar o seminário quando teve uma visão na qual Deus o chamava para voltar à sua pequena cidade e pregar para os jovens da sua igreja. Roberts já tivera outras experiências com Deus e estava convencido que Ele estava prestes a derramar um poderoso avivamento sobre o país de Gales. Mesmo assim, podemos imaginar que não foi fácil para ele voltar para casa depois de apenas quinze dias no seminário. Mas, na noite de domingo, 30 de outubro de 1904, durante o culto, Roberts teve uma visão dos seus amigos de infância e entendia que Deus estava falando para ele voltar para casa e evangelizar-los.

No dia seguinte Evan Roberts reuniu os jovens da igreja e começou a passar a sua visão para o avivamento. Ele ensinou que o povo orasse uma oração simples: "Envia o Espírito Santo agora, em nome de Jesus Cristo". Roberts também enfatizou quatro pontos fundamentais para o avivamento:

A confessão aberta de qualquer pecado não confessado
O abandono de qualquer ato duvidoso
A necessidade de obedecer prontamente tudo que o Espirito Santo ordenasse
A confessão de Cristo abertamente
Os cultos continuavam todos os dias e o fogo do avivamento começou a espalhar-se pela região.

Na primeira manhã daquela semana milagrosa, as pessoas se juntavam em grupos na rua principal de Gorseinon e a pergunta principal nos seus lábios foi, "Como você se sente agora? Você não se sente esquisito?" Nas suas mentes estavam gravadas as cenas dos cultos do Domingo quando, em cada capela, muitas pessoas pareciam ser subjugadas. As cenas se repetiam a cada dia e a alegria de Evan aumentou. O Reverendo Mathry Morgan de Llanon visitou uma noite e viu o avivalista "que quase dançava com alegria por causa de um que estava orando fervorosamente e que estava rindo enquanto orava, por ter ficado consciente que suas súplicas estavam prevalecendo. Mr Roberts mostrou sinais animados de uma alegria triunfante, em concordância com ele. Glórias a Deus por uma religião alegre."
Desse pequeno começo, um grande avivamento começou a varrer o norte do país de Gales. Cultos de avivamento começaram espontaneamente, muitas vezes antes da chegada do avivalista. A maioria dos líderes e ministros do avivamento foram jovens e adolescentes:

Evan Roberts tinha apenas vinte e seis anos de idade quando irrompeu o avivamento. Sua irmã, Mary, que foi uma parte tão importante da obra, tinha dezesseis. Seu irmão Dan e o futuro marido de Mary, Sydney Evans, estavam ambos com cerca de vinte anos. As "Irmãs Cantoras", que foram usadas grandemente, estavam entre as idades de dezoito e vinte e dois anos. Milhares de jovens se converteram e eram imediatamente enviados por toda a terra testificando da glória de Deus. Criancinhas tinham suas próprias reuniões de oração e testemunhavam ousadamente aos pecadores mais endurecidos. As capelas ficavam superlotadas de jovens.
O avivamento resultou na conversão de muitos jovens, que logo se empenharam na obra de evangelização. Crianças também foram usadas poderosamente no avivamento, ganhando muitos almas para Jesus. Novos convertidos lideravam grandes reuniões de oração e estudos Bíblicos.

Durante o avivamento os cultos continuavam quase sem parar, e a presença de Deus foi manifesta de uma forma especial. Grandes congregações, de até milhares de pessoas, foram movidos pelo Espírito a "cair aos pés simultaneamente para adorar em uníssono"; às vezes a glória do Senhor brilhava dos púlpitos com uma luz tão forte que "os evangelistas ou pastores fugiam dela para não serem completamente arrebatados".

Um jornalista de Londres que assistiu às reuniões ficou surpreso ao ver como os cultos prosseguiam quase sem liderança ou orientação humana. Hinos, leitura da Palavra, oração, testemunhos dos convertidos e breves exortações por várias pessoas sucediam-se segundo o Espírito guiava. Os grandes hinos da igreja eram cantados durante três quartos da reunião; a ordem reinava, embora mil ou duas mil pessoas estivessem presentes. Se alguém se demorava muito na exortação, outra pessoa começava um hino. Evan Roberts insistia continuamente: "Obedeçam ao Espírito", e o Espírito mantinha a reunião pacífica e ordeira.
O Reverendo R B Jones descreveu um culto, onde ele pregou a mensagem da salvação:

"Como um só homem, primeiro com um suspiro de alívio e depois com um grito de alegria delirante, toda a audiência ficou de pé... Todo recinto naquele momento parecia terrível com a glória de Deus – usamos a palavra 'terrível' deliberadamente; a presença santa de Deus era tão manifesta que o próprio orador sentiu-se dominado por ela; o púlpito onde se encontrava estava tão cheio com a luz de Deus que ele teve de retirar-se!"
Os efeitos do avivamento estenderam-se muito além dos cultos e reuniões de oração. Os bares e cinemas fecharam, as livrarias evangélicas venderam todos os seus estoques de Bíblias. O avivamento tornou-se manchete nos principais jornais do país. A presença de Deus "parecia ser universal e inevitável", invadindo não somente as igrejas e reuniões de oração, mas se manifestando também "nas ruas, nos trens, nos lares e nas tavernas" .

"Em muitos casos, os fregueses entravam nas tavernas, pediam bebidas e depois davam meia-volta e saíam, deixando-as intocadas no balcão. O sentimento da presença de Deus era tal que praticamente paralisava o braço que ia levar o copo à boca."
Evan Roberts trabalhou sem parar no avivamento. Ele não queria que as pessoas olhassem para ele, e muitas vezes ficava calado durante os cultos, preferindo que o Espírito Santo os dirigisse. Ele raramente falava com os jornalistas que vinham para escrever sobre o avivamento, e não permitia que tirassem fotografias dele.

Infelizmente, Evan, o "catalisador principal" do avivamento, não cuidou da sua própria saúde, tirando o tempo necessário para descansar. Ele começou a se sentir fisicamente exausto, vindo finalmente a ter um colapso, e em abril de 1906 retirou-se para a casa do Sr. e Sra. Penn-Lewis na Inglaterra. Evan nunca mais exerceu seu ministério de avivalista, e sem sua liderança, o avivamento logo se apagou.

Rick Joyner, no seu livro "O Mundo em Chamas", fala sobre o papel da Sra Jessie Penn-Lewis na vida do avivalista:

Parece provável que Jessie Penn-lewis tenha exercido uma parte significativa em levar o grande Avivamento do País de Gales a um fim prematuro, embora ela parecesse ter a melhor das intenções. Os relatos foram de que ela convenceu Evan Roberts a retirar-se do avivamento, porque achava que ele estava recebendo muita atenção, a qual deveria ir apenas para o Senhor...
Seria desonesto incriminar Jessie Penn-Lewis como a única mão que interrompeu o Avivamento Galês, embora muitos amigos e colaboradores de Evan Roberts tenham feito exatamente essa acusação. Evan Roberts deixou a obra e foi viver na casa de Penn-Lewis, onde ele se tornou efetivamente um eremita espiritual, nunca mais usado no ministério...
Depois de sair da liderança do avivamento, com sua saude bastante enfraquecida, Evan Roberts viveu uma vida de intercessão, escrevendo matérias para revistas evangélicas, e recebendo visitas. Alguns anos depois, junto com a Jesse Penn-Lewis, ele escreveu o livro "War on the Saints" (Guerra contra os Santos), em qual ele criticou o avivamento. Menos que um ano depois do lancamento do livro, Roberts o descreveu como sendo uma "arma falhada que tinha confundido e dividido o povo do Senhor."

O avivamento no país de Gales durou apenas nove meses, porém neste tempo marcou o mundo. Os frutos, os resultados do avivamento, foram bons: uma pesquisa feita seis anos depois do avivamento descobriu que 80% dos convertidos continuavam sendo membros das mesmas igrejas onde tiveram se convertido. Porém, isso não significa que os outro 20% tivessem se desviado, porque muitos se mudaram para missões independentes ou novas denominações.

Temos mais informações sobre o avivamento de Gales, incluíndo citações do Evan Roberts, em nossa comunidade online. Na área de download deste site, temos uma pequena gravação do Evan Roberts.


Pr Paul David Cull
Ministério Avivamento Já

Fonte


Que o Senhor Jesus abençoe a você e a toda sua familia!